Editorial: Ricardo Rodrigues Pazin
O egoísmo segue não só como um pecado capital, mas como a marca dos atuais tempos da humanidade. Não é preciso que uma maioria ostente este modo de vida para que a coletividade sofra com as consequências. Uma minoria egoísta é capaz de causar estragos a toda uma comunidade.
E, por óbvio, a determinados segmentos.
Em meio à pandemia do novo coronavírus, o que vemos claramente é a exposição de um grupo de pessoas que se preocupa mais com o próprio umbigo do que com o panorama geral. Com o próximo. Sim, podemos ser chatos ao bater nesta tecla com tamanha insistência, mas o atual momento pede cada vez mais voz ao que realmente importa. Amor. Amor ao próximo.
Em primeiro lugar é preciso compreender que não importa se você acredita no que é oficialmente divulgado ou em teorias da conspiração sobre a origem do vírus. O fato é que ele existe, tem uma velocidade de propagação que assusta até os especialistas e uma taxa de letalidade cruel, sobretudo, com as classes menos abastadas financeiramente. Comunidades carentes e povos indígenas sofrem muito mais com este flagelo do que outras castas da sociedade brasileira.
Acima de tudo, as mortes, o sofrimento, o caos, tudo isso é consequência do vírus. Podemos e devemos reclamar de presidente, governador, prefeito, vereador. Da China! Mas o culpado é o vírus e ele é quem precisa ser destruído. Trocar de governo? Tirar quem você acha que está conduzindo esta situação pessimamente? É no voto, nosso direito constitucional.
E, para combater este “maledeto” vírus, precisamos de união. O que vai no caminho completamente contrário dos egoístas. E, por conta do vírus e destes que não acreditam nele ou se acham super-poderosos ao ponto de serem imunes ao mesmo, é que pessoas estão morrendo. E empresas também. O comércio sofre. E não é seu aspecto material e sim seu intrínseco lado humano. São as pessoas responsáveis por ele. São seus empregados. São suas famílias.
É toda a economia que agoniza levando junto melhores condições de vida para milhões de brasileiros. É óbvio que não é de hoje que tais condições são subumanas. Há até patrões que mantém empregados em situações análogas à escravidão. A estes humanos egoístas e sem coração, justiça. E a todos os que lutam por si e pelo próximo com a mesma força, toda a nossa compaixão. Estamos todos no mesmo mar, por mais que alguns enfrentem estas condições em canoas e outros em enormes barcos. É hora do bem comum. E de expurgarmos o egoísmo como agente de consequências em massa.

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