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Estudantes iniciam as provas do Enem em todo o Brasil

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Muitos estudantes chegaram cedo, para evitar aglomerações

Por Vinicius Lisboa e Fernanda Cruz – Repórteres da AB

Estudantes de todo o Brasil fazem hoje (24) as provas de matemática e de ciências da natureza do Exame Nacional do Ensino Médio, com 45 questões cada. Os estudantes terão cinco horas para resolver as questões. Os portões abriram às 11h30, as provas começam às 13h30 e terminam às 18h30. No campus Maracanã da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), um dos maiores locais de aplicação de prova na capital, a movimentação de candidatos começou antes mesmo de o acesso à sala de prova ser liberado.

Portões são fechados às 13h para o segundo dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020, na Universidade Estadual do Rio de Janeiro(UERJ).

Enquanto alguns candidatos iam direto para a sala, outros preferiram esperar em um espaço aberto na entrada da universidade, onde seguranças abordavam as pessoas para que elas cobrissem o nariz e a boca com a máscara. 

Estudantes chegam para o segundo dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020, na Universidade Estadual do Rio de Janeiro(UERJ).

Movimentos estudantis contrários à realização do Enem em meio à pandemia levaram faixas pedindo um “um Enem justo” e classificando o exame como “excludente”. 

Em busca de uma vaga no curso de medicina, Rodrigo Cunha, 20 anos, chegou cedo à Uerj para evitar o transporte público lotado. O morador do Complexo da Maré conta que está em sua terceira tentativa e que, neste ano, se sente mais preparado por ter cursado um pré-vestibular comunitário da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde sonha estudar.

O estudante Rodrigo da Cunha Rodrigues fala sobre sua preparação para o segundo dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020, na Universidade Estadual do Rio de Janeiro(UERJ).

“Me deu muito mais força e vontade de estudar”, afirma ele, que, apesar disso, achou mais complicado se preparar somente com aulas remotas. “As aulas online foram muito difíceis. Tem sempre uma pessoa pra te distrair, alguém te chamando e até mesmo a preguiça”.

No primeiro dia do exame, Rodrigo conta que se sentiu preocupado com a possibilidade de encontrar uma sala lotada, o que não ocorreu, segundo o estudante, porque mais da metade dos candidatos em sua sala faltou. Rodrigo considera que chegou mais tranquilo para o segundo dia da prova. “Espero que dê tudo certo”. 

Interessada em uma vaga no curso de nutrição, Sara Almeida afirmou que se sente preparada e confiante para a prova, depois de ter feito com tranquilidade o primeiro dia do exame. 

“Pra mim foi fácil, porque estudei e tive oportunidade de me preparar, mas nem pra todos foi fácil”, pondera a estudante, que está em seu segundo Enem e trocou o pré-vestibular por uma plataforma paga de aulas online.

Sobre a prevenção à covid-19, a moradora de Benfica afirma que chegou preocupada no primeiro dia do exame, mas se acalmou na hora da prova. “Eu me senti insegura, mas trouxe meu álcool gel dentro da bolsa e foi tranquilo”.

Estudantes chegam para o segundo dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020, na Universidade Estadual do Rio de Janeiro(UERJ).

Também em seu segundo Enem, Suelen Carvalho, de 22 anos, foi uma das primeiras a chegar à Uerj para evitar aglomerações no transporte público. No primeiro dia, ela conta que a volta da prova coincidiu com o fim do expediente de trabalhadores e lotou o transporte para o Complexo da Maré, onde mora.

“Considerando o contexto de pandemia, espero pelo menos não pegar o corona”, afirma Suelen, que pretende cursar biologia. Apesar da preocupação, a estudante conta que foi fazer a prova porque teme não conseguir isenção novamente no ano que vem se faltar ao exame. 

Para Samuel da Silva, de 19 anos, o Enem deste ano vai servir como um teste, porque ele pretende se preparar melhor no ano que vem para tentar uma vaga em psicologia. 

O estudante Samuel da Silva fala sobre sua preparação para o segundo dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020, na Universidade Estadual do Rio de Janeiro(UERJ).

“Estava esperando passar esse tempo de pandemia para ter aula presencial, porque muita gente não consegue aprender assim. Fui tentando estudar sozinho em casa e vim tentar fazer pra ver se consigo alguma coisa”. 

O candidato saiu de Benfica de ônibus e conta que, apesar do medo de contrair a covid-19, se sentiu tranquilo para realizar a prova no primeiro dia do Enem. “Quando cheguei na sala não pensei nisso. Só pensei em fazer a prova e sair”.

São Paulo

O segundo dia de provas do Enem em São Paulo teve movimentação tranquila na unidade da Universidade Paulista (Unip) do Paraíso, zona sul. Antes da prova, a ansiedade tomou conta de alguns estudantes. Gabriela de Barros, 19 anos, candidata ao curso de psicologia, relata que a pandemia é o que mais assunta. “Eu fico bem nervosa com essa tensão de prova, nunca me dei muito bem. Mas eu procuro me acalmar. O que mais me deixa tensa é a pandemia, é ficar numa sala fechada com muita gente que eu nem sei se respeitou a quarentena. Hoje, até que está vazio. No primeiro dia, tinha muito mais gente”. Estudante de escola particular, ela considerou estar bem preparada para a avaliação.

Já a operadora de caixa de mercado Sabrina Pereira da Silva, 23 anos, formou-se em escola pública e precisou estudar sozinha com conteúdos gratuitos pela internet. “O mercado suga meu tempo todo. Estou com mais medo da prova. Em relação à pandemia, convivo com ela todo dia. Fazer o quê? Desde o comecinho, o mercado não parou”, conta.

Aos 47 anos de idade, Rosimeire Souza de Carvalho, pretende cursar pedagogia. No primeiro dia de prova, ela notou grande abstenção entre os estudantes. “O espaço estava bem distante entre um [candidato] e outro, tudo direitinho. Tinham poucos alunos. Estou bem tranquila”, diz.

Leonardo Anastácio Eduardo, 19 anos, pretende cursar ciências sociais, letras ou filosofia. Com mais afinidade para a área de humanas, o estudante admitiu temer a prova de matemática. “Vai ser no chute”, brinca. Ele também precisou manter a disciplina para estudar sozinho em casa durante a pandemia. “Foi complicado, porque não tem aquela rotina do curso presencial. Fiz cursinho digital, mas estudei mais por conta própria mesmo. Achei bem difícil manter a rotina”.

Brasília

No Distrito Federal (DF), 113.177 candidatos estão inscritos para fazer a versão impressa do Enem. Acompanhamos a entrada dos candidatos no Centro Universitário do Distrito Federal (UDF). Todos os estudantes usavam máscaras. Sob um sol intenso, o fluxo de pessoas não gerou aglomerações. Após atravessar o portão, a maioria optou por ir direto para as salas de aula.

Estudantes de todo Brasil, fazem o segundo dia de prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio

Em seu primeiro Enem, o estudante Eric Torres do Amaral, 18 anos, diz que, apesar de não ter estudado tudo o que deveria, está com as melhores expectativas para o segundo dia de provas. Eric, que tenta uma vaga no curso de publicidade, garante ter gostado do primeiro dia de exame, especialmente da redação, mas observa que, no seu caso, a rotina de estudos foi afetada negativamente pela pandemia. “Esse período de pandemia mudou tudo no processo de estudo. No EaD [ensino à distância], você não consegue estudar tanto quanto você estuda no presencial. Então, você fica mais disperso”, conta.

Veterana no Enem, a candidata Ana Luiza Pelegrinelli, 32, anos decidiu fazer o exame por ter como objetivo um segundo curso de nível superior. Formada em odontologia, ela agora disputa uma vaga no curso de medicina. Ana Luiza diz que retomou a rotina de estudos em 2018. Ela afirma ainda estar com expectativas positivas para as provas de hoje. Para a candidata, a prova da semana passada transcorreu de maneira tranquila. “Não tive nenhum problema com ninguém que não estivesse de máscara ou cumprindo as restrições. A prova também foi bem desenvolvida. Achei bacana”.

Ela também diz que não notou mudanças significativas em relação a edições anteriores, mas que se sentiu um apreensiva em razão da pandemia. “Acho que a gente está muito apreensivo na hora de chegar, com relação a quantidade de pessoas, se está todo mundo respeitando o distanciamento”, relata. “O que eu achei preocupante dentro da sala é que as filas estão dentro da mesma distância de sempre. Estou próxima da fila da pessoas da frente e o meu distanciamento das outras pessoas é o mesmo de antes. Não é o distanciamento ideal que é preconizado”, acrescenta.

Quem também estava otimista com o segundo dia de provas é o estudante Matheus Alves Cunha, 20 anos. Em sua segunda tentativa de vaga para o curso de direito, Matheus diz também não ter notado muita diferença em relação a edição anterior do Enem. O candidato afirma ter gostado do primeiro dia de provas e da redação. A estratégia para o segundo dia, segundo ele, é manter o foco. “Essa é a segunda vez que eu faço Enem. Não notei muita diferença em relação à edição anterior. Só o momento que a gente vive, que tem que usar máscara. Na sala havia distanciamento, janelas abertas”, diz. “Com essa pandemia, não foi fácil manter a concentração. Tem que usar máscara, há o medo de pegar o coronavírus, tem que trazer o álcool também. Então, tudo isso influencia um pouco”, acrescenta. Agora vamos focar para tentar uma boa nota hoje”.

Matéria atualizada às 15h03 para acréscimo de informação.

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Brasil

Fiocruz deve receber ainda hoje novo carregamento de IFA

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Por Mariana Tokarnia - Repórter da AB

Insumo é o mais importante para produção da vacina contra a covid-19

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) deve receber hoje (22) o carregamento do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), produzido pelo laboratório Wuxi Biologics. O componente é o mais importante da vacina Oxford/AstraZeneca contra a covid-19.

A entrega de hoje incluirá duas remessas, já que um carregamento que estava previsto para o próximo dia 29 teve seu envio antecipado. Ao chegar, o IFA ainda precisa ser checado e descongelado. De acordo com a Fiocruz, os carregamentos serão suficientes para produzir 12 milhões de doses de vacinas, o que vai assegurar as entregas ao Sistema Único de Saúde (SUS) até a terceira semana de junho. 

Por causa da falta do componente, o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fiocruz (Bio-Manguinhos/Fiocruz) suspendeu na  quinta-feira (20) a produção da vacina. Com a chegada do insumo, a produção deverá ser retomada na próxima terça-feira (25).

Desde fevereiro, a Fiocruz já produziu 50 milhões de doses da vacina, cerca de metade das 100,4 milhões de doses previstas no acordo de encomenda tecnológica assinado com a farmacêutica europeia AstraZeneca.

Transferência de tecnologia

A Fiocruz também trabalha no processo de transferência de tecnologia para produzir o insumo no Brasil. Segundo a Fiocruz, todas as informações técnicas necessárias à transferência de tecnologia já foram repassadas pela AstraZeneca à fundação.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já concedeu a certificação das condições técnico-operacionais das instalações (CTO) que produzirão o IFA, após vistoria realizada neste mês.

Remessas confirmadas 

Na quinta-feira (20), o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, confirmou a chegada do IFA ao Brasil. Além das remessas destinadas à Fiocruz, o ingrediente será destinado ao Instituto Butantan, que fabrica a CoronaVac.

Uma remessa de 3 mil litros de IFA destinada ao Butantan deverá chegar na terça-feira (25). O volume, segundo o instituto, é suficiente para a produção de cerca de 5 milhões de doses de vacinas. O Instituto Butantan tem dois contratos assinados com o Ministério da Saúde para o fornecimento de vacinas para a população brasileira por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI). 

O primeiro contrato, para fornecimento de 46 milhões de doses, já foi cumprido. Falta ainda um contrato de 54 milhões de doses, previsto para ser entregue em agosto. Até o momento, o Butantan entregou 47,2 milhões de doses de vacinas ao governo federal. Por falta de insumos, a produção de vacinas contra a covid-19, no Butantan, está paralisada desde o dia 14.

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Caixa paga hoje auxílio emergencial a nascidos em junho

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Por Wellton Máximo – Repórter da AB

Benefício varia de R$ 150 a R$ 375, dependendo da família

Os trabalhadores informais nascidos em junho recebem hoje (22) a segunda parcela da nova rodada do auxílio emergencial. O benefício terá parcelas de R$ 150 a R$ 375, dependendo da família.

O pagamento também será feito a inscritos no Cadastro Único de Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) nascidos no mesmo mês. O dinheiro será depositado nas contas poupança digitais e poderá ser movimentado pelo aplicativo Caixa Tem. Somente de duas a três semanas após o depósito, o dinheiro poderá ser sacado em espécie ou transferido para uma conta-corrente.

No dia 13, a Caixa anunciou a antecipação do pagamento da segunda parcela. O calendário de depósitos, que começou no dia 16 e terminaria em 16 de junho, teve o fim antecipado para 30 de maio.

Ao todo, 45,6 milhões de brasileiros serão beneficiados pela nova rodada do auxílio emergencial. O auxílio será pago apenas a quem recebia o benefício em dezembro de 2020. Também é necessário cumprir outros requisitos para ter direito à nova rodada.

Para os beneficiários do Bolsa Família, o pagamento ocorre de forma distinta. Os inscritos podem sacar diretamente o dinheiro nos dez últimos dias úteis de cada mês, com base no dígito final do NIS.

O pagamento da segunda parcela aos inscritos no Bolsa Família começou na  terça-feira (18) e segue até o dia 31. O auxílio emergencial somente será depositado quando o valor for superior ao benefício do programa social.

Em todos os casos, o auxílio será pago apenas a quem recebia o benefício em dezembro de 2020. Também é necessário cumprir outros requisitos para ter direito à nova rodada.

Acesse um guia de perguntas e respostas sobre o auxílio emergencial. Entre as dúvidas que o beneficiário pode tirar estão os critérios para receber o benefício, a regularização do CPF e os critérios de desempate dentro da mesma família para ter acesso ao auxílio.

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Brasil

Campeonato Brasileiro Feminino terá terceira divisão em 2022

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Por Lincoln Chaves - Repórter da TV Brasil e Rádio Nacional - São Paulo

Total de clubes nas séries A1, A2 e a nova A3 passará de 52 para 64

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou nesta terça-feira (18) a criação de uma terceira divisão do Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino para 2022, que receberá o nome de Série A3. Com a mudança, o número de clubes em torneios nacionais adultos passará de 52 para 64.

“Vivemos um momento de muita maturidade das competições adultas femininas, com o aumento da competitividade entre os clubes e uma visibilidade cada dia maior. Permitindo que novas equipes ingressem no circuito nacional de competições, a divisão A3 ajudará muito no aumento do mercado de trabalho para as atletas, além de incentivar o fortalecimento das categorias de base dos clubes, que ganham um calendário maior e mais estruturado”, declarou Aline Pellegrino, coordenadora de Competições Femininas da CBF, ao site oficial da entidade.

A partir do ano que vem o Brasileiro Feminino terá a Série A3 (terceira divisão) com um total de 32 participantes – Thaís Magalhães/CBF/Direitos Reservados

A Série A3 terá 32 participantes, sendo os 27 campeões estaduais, os quatro clubes mais bem colocados no ranking nacional masculino da CBF e uma equipe oriunda do estado melhor posicionado entre as federações de futebol feminino do país. O torneio será realizado em formato mata-mata, com jogos de ida e volta. Os quatro semifinalistas garantem acesso à Série A2 (segunda divisão).

Os campeões estaduais que já figurem nas Séries A1 (primeira divisão) ou A2 serão substituídos pelos times que ficarem imediatamente atrás deles nos respectivos torneios. Caso alguma das equipes classificadas pelo ranking masculino da CBF desista da Série A3 ou esteja nas divisões superiores, ela dará lugar à agremiação que aparecer na sequência da lista.

Com o surgimento da terceira divisão, a Série A2 também sofrerá mudanças. Atualmente com 36 clubes, o torneio terá apenas 16 participantes, como ocorre na Série A1. O formato, porém, será diferente. As equipes serão divididas em quatro grupos com quatro integrantes, que se enfrentam em dois turnos. Os dois melhores de cada chave avançam para o mata-mata, que terá partidas de ida e volta. Quatro agremiações serão rebaixadas à Série A3.

No ano que vem, a divisão de acesso reunirá os 12 times classificados às oitavas de final deste ano e que não conquistarem a promoção à primeira divisão, além dos quatro rebaixados da Série A1. Segundo a CBF, a mudança permite às equipes da Série A2 terem um calendário fixo a partir da próxima temporada.

A Série A1 segue com os 16 participantes se enfrentando em turno único na primeira fase e as oito melhores campanhas avançando às oitavas de final. A diferença a partir de 2022 é que os dois últimos colocados, não mais os quatro, serão rebaixados à Série A2.

Outra novidade para 2022, anunciada em fevereiro, é a Supercopa do Brasil de Futebol Feminino, que reunirá oito equipes que estejam entre as 12 mais bem colocadas da Série A1 e as quatro melhores da Série A2. A previsão é que o torneio, em formato mata-mata, ocorra entre fevereiro e março e abra a temporada.

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