Os preços médios do etanol hidratado subiram em 16 Estados e no Distrito Federal na semana passada, de acordo com levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) compilado pelo AE-Taxas. Houve recuos em outros nove Estados e não houve avaliação no Amapá.
Na média dos postos brasileiros pesquisados pela ANP, o preço médio do etanol na semana passada ficou estável ante a anterior, em R$ 2,969.
Em São Paulo, principal Estado produtor e consumidor, a cotação média do hidratado avançou 0,04% sobre a semana anterior, de R$ 2,833 para R$ 2,834 o litro. A maior alta semanal, de 3,50%, foi na Paraíba.
Na comparação mensal os preços do etanol subiram em 22 Estados e no Distrito Federal, recuaram no Acre, em Goiás e em Roraima.
No Amapá também não houve avaliação mensal. Na média brasileira, o preço do etanol pesquisado pela ANP acumulou aumento de 7,57% na comparação mensal, com destaque para Paraná e São Paulo, os maiores nos preços do biocombustível no período, de 9,68% e 9,63%, respectivamente.
O preço mínimo registrado na semana passada para o etanol em um posto foi de R$ 2,379 o litro, em Mato Grosso, e o máximo individual ficou de R$ 4,949 o litro, no Rio Grande do Sul. Mato Grosso tem também o menor preço médio estadual, de R$ 2,637 o litro, assim como os postos gaúchos registram o maior preço médio, de R$ 4,105 o litro.
Competitividade
Os preços médios do etanol hidratado permanecem vantajosos ante os da gasolina em apenas quatro Estados brasileiros – Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, e São Paulo. O levantamento da ANP compilado pelo AE-Taxas considera que o etanol de cana ou de milho, por ter menor poder calorífico, tenha um preço limite de 70% do derivado de petróleo nos postos para ser considerado vantajoso.
Em Mato Grosso, o hidratado é vendido em média por 58,89% do preço da gasolina, em Goiás a 65,19%, em Minas Gerais a 67,34% e em São Paulo por 68,97%.
Na média dos postos pesquisados no País, a paridade é de 68,07% entre os preços médios do etanol e da gasolina, também favorável ao biocombustível.
A gasolina segue mais vantajosa em Roraima, com a paridade de 92,43% para o preço do etanol.

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